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Livros para ler nos clubes - catálogo

Através do canal do Panamá

Este autor pertence a uma certa estirpe de escritores em cuja nacionalidade nunca se pode confiar demasiado: apesar da inegável raiz inglesa, o que sobressai é um cosmopolitismo precoce, que tem início com a decisão de embarcar numa longa viagem de navio ainda na adolescência, em que o jovem autor, inspirado pela leitura de Herman Melville, vive durante meses como um verdadeiro homem do mar. Quando regressa, já bebe como um. Das inúmeras viagens feitas posteriormente ao longo da sua vida, muitas delas autênticos movimentos de fuga derivados dos seus excessos alcoólicos e consequentes quedas na depressão (por opção ou impostos pela família), grande parte foram para o continente americano, das quais se destacam a permanência nos Estados Unidos e no México. As vivências nesses lugares marcaram profundamente o tom da sua escrita.De cariz profundamente autobiográfico, mas revestida de uma complexa rede de simbolismos, a obra publicada deMalcolm Lowryé escassa, mas densa, e de um certo ponto de vista até de difícil acesso, uma vez que exige do leitor uma capacidade de mergulho sem reservas, persistência e empenho, sem os quais pouco provavelmente se sobrevive à dureza estilística dos seus textos.Através do Canal do Panamá, novela integrante do livroHear us O Lord in Heaven Thy Dwelling Place, de 1961, não é excepção. Redigida sob a forma de um diário de bordo, o autor concede a voz a Martin, o protagonista que embarca com a sua mulher, Primrose, no Diderot, a 7 de Novembro de 1947, para uma longa viagem transatlântica que encontrará um fim incerto, rodeado de tormenta e catástrofe muito ainda antes de alcançar o seu destino. No entanto,Lowryacaba por intrometer a sua própria voz na narração, alternando entre o discurso na primeira pessoa e na terceira, confundindo-se e diluindo-se constantemente a identidade do próprio autor com a do personagem. A novela baseia-se de facto num episódio da vidaLowry, que realizou com a sua segunda mulher, Margerie, uma viagem de navio pelo Canal do Panamá.A narrativa vai crescendo em intensidade e dramatismo à medida que aumenta o desespero do autor/personagem, em simultâneo com um agravamento das condições climatéricas, que põe em risco o sucesso da viagem. Aqui torna-se perceptível a presença constante nos pensamentos do autor dos conhecidos demónios da loucura, do álcool, da depressão, e ao mesmo tempo de uma constante procura de um salto para a lucidez. O desejo frenético de consumir álcool e o pavor constante de ser separado da mulher são a tónica dominante da narrativa a bordo, em que podemos encontrar inúmeras referências aos mesmos temas-chave trabalhados pelo autor, tais como a alusão às vivências do México ou à implacável presença simbólica da figura do vulcão –«observando o mar gigantesco erguendo-se sobre nós como se estivéssemos sob um vulcão»– desenvolvida no romance de 1947,Under the Volcano.Quase inesperadamente, o autor interrompe o relato da viagem e apresenta-nos uma áspera dissertação sobre o valor da literatura e dos escritores do seu tempo, para logo de imediato proceder a um confronto com o seu próprio valor, num exercício de auto-crítica duríssimo mas surpreendente, ora se proclamando único digno leitor de escritores como Herman Melville ou Franz Kakfa, ora se assumindo como fundamentalmente egocêntrico, neurótico, e mesmo autista. Neste contexto, surge ainda a evocação da importância da companheira como referencial ou porto:«(mas sem Primrose ele não seria um escritor de espécie nenhuma, nem sequer um escritor normal)».O que poderíamos ainda referir é que a nota que resiste no final da leitura desta novela é um certo tom conradiano, próximo de umCoração das Trevas, que se refere à presença insondável da força da terra por toda a parte em redor dos pensamentos de um homem, ao apelo da selva, à procura mística, enigmática, de uma espécie de epifania que se revele no final de uma viagem como uma súbita aquisição de sentido. Como em Conrad antes dele, trata-se aqui do som da pedra de Sísifo a rolar, montanha acima, montanha abaixo.por Raquel Costa

Aurora Boreal

O corpo de Viktor Strandgård, o pregador mais famoso da Suécia, jaz mutilado numa remota igreja de Kiruna, uma cidade do Norte submersa na eterna noite polar. A irmã da vítima encontrou o cadáver, e a sombra da suspeita paira sobre ela. Desesperada, pede ajuda à sua amiga de adolescência, a advogada Rebecka Martinsson, que vive em Estocolmo e regressa à sua cidade natal disposta a descobrir quem é o culpado. No decurso da investigação conta apenas com a cumplicidade de Anna-Maria Mella, uma inteligente e peculiar polícia grávida. Em Kiruna, muita gente tem algo a ocultar e a neve não tardará a tingir-se de sangue.

Branca como a neve vermelha como o sangue

Para Leo, tudo no mundo tem uma cor. Beatrice é um mistério escrito em tons de vermelho, uma estrela incandescente, que arde a anos-luz de distância. Leo vê-a sempre ao longe, uns olhos verdes que passam, longos cabelos ruivos. Quer alcançá-la, mas não sabe como. E o seu mundo perde a cor, tinge-se de negro, veste-se de branco.Para Leo, o branco é vazio, silêncio, solidão. Também branca é a escola, para onde se arrasta todos os dias na esperança de a ver. Um dia, porém, descobre uma cor inesperada. Não nos amigos - que são azuis, como todos os amigos verdadeiros - mas na voz vibrante e apaixonada de um novo professor. Leo dá-lhe um nome,O Sonhador. E ouve-o falar de grandes homens, de feitos heróicos, conquistas impossíveis.Leo parte à conquista do seu sonho, da sua Beatrice. E lança-se à aventura, sem saber que o amor tem todas as cores do mundo. Sem imaginar que Beatrice afinal esconde um segredo, frio e branco como a neve, vermelho como sangue

Breve História de Amor

Breve História de Amoré o desfile de retratos autênticos sobre relações quotidianas. Caminhos do acaso que levam homens e mulheres a cruzarem os seus destinos, por vezes, nas circunstâncias mais surpreendentes.Pessoas que se encontram, ou se reencontram, que se unem ou se separam, sentimentos intensos e irreprimíveis que determinam as suas vidas e alteram bruscamente e sem aviso os seus destinos.Através de uma descrição intensa e cirúrgica, Tiago Rebelo conduz-nos aos pensamentos mais íntimos das personagens que tantas vezes se confundem com os nossos.Autor de romances bem conhecidos do público, comoO Tempo dos Amores Perfeitos,O Último Ano em LuandaouUma Noite em Nova Iorque, Tiago Rebelo oferece aos leitores a versão original das melhores histórias publicadas ao longo de mais de um ano na revistaDomingo, doCorreio da Manhã, e ainda o conto inéditoAmores Indeléveis.

Carta à minha Filha

Quase todas as pessoas já leram ou ouviram, pelo menos uma vez, o poema "Pegadas na Areia". Alguém observa a trajectória da sua vida na forma de pegadas deixadas na areia. Ao lado das suas, há outro par de pegadas, numa metáfora de que o Senhor sempre caminha ao lado daqueles que n'Ele confiam. Uma noite tive um sonho. Estava a passear na praia com o meu Senhor. Pelo céu escuro passavam cenas da minha vida. Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia, um que me pertencia e outro ao meu Senhor. O poema foi escrito em 1964 por Margaret Fishback, uma jovem que procurava orientação numa encruzilhada da sua vida. A criação do poema, a sua perda subsequente e a sua espantosa redescoberta estão interligados com a história do encontro de Margaret com o seu marido Paul e os desafios e alegrias da sua vida em conjunto. Esta história proporcionará renovação espiritual e emocional a qualquer leitor que queira conhecer a verdadeira origem de um poema que, ao longo de décadas, passando de mão em mão, impresso, divulgado na Internet, dito, atribuído aos mais variados autores ou a nenhum, tem inspirado e confortado muitos milhares de pessoas no mundo inteiro.

Casamento em Veneza

Apesar de viver na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza?Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre.Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração... e a sua vida.Empolgante, exuberantemente descritivo e inteligente, Casamento em Veneza é um jogo do gato e do rato com muitas reviravoltas e romances arrebatadores. A mestria narrativa de Elizabeth Adler no seu melhor.

Catarina de Bragança

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudade da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de conhecê-lo. Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não foi capaz de cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. «Se ao menos não o amasse tanto!», pensava nas noites mais longas e tristes... Ao longo destas páginas apaixonamo-nos, sofremos, rimos e choramos.

Cem anos de solidão

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais doDom Quixoteou deÀ Procura do Tempo Perdido- começam estesCem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Marquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.

Cesário Verde

O introdutor da poesia moderna em Portugal. Descoberto por Fernando Pessoa que sobre ele disse: «O sentimento é forte e sincero, mas reprimido: e é nisto que Cesário Verde é curioso. É um português que reprime o sentimento».Cesário Verde foi o introdutor da poesia moderna em Portugal. Ignorado à época, passaram-se décadas antes que o seu valor fosse reconhecido. A descoberta ficou a dever-se a Fernando Pessoa que, um dia, sobre ele escreveu: «O sentimento é forte e sincero, mas reprimido: e é nisto que Cesário é curioso. É um português que reprime o sentimento». Cesário é hoje um clássico da Literatura Portuguesa, mas pouco se sabe da sua vida. Maria Filomena Mónica, que já escrevera as biografias de Fontes Pereira de Melo, D. Pedro V e Eça de Queirós, tenta abordar aqui a obra e a vida de Cesário não só à luz do período em que viveu, mas relembrando o que os poetas, seus contemporâneos, andavam a escrever enquanto estes versos eram publicados: «Nas nossas ruas, ao anoitecer, / Há tal soturnidade, há tal melancolia…». É no contexto da poesia declamatória do seu tempo que a genialidade de Cesário pode ser compreendida.

Chocolate- Histórias para ler e chorar por mais

Neste livro fabuloso as autoras trazem-nos seis histórias, seis receitas de chocolate e muita imaginação para ler e chorar por mais, recheadas de muito humor. Vamos poder descobrir: uma cozinheira que gostaria de ter tido uma cozinha igual à da Audrey Hepburn; um casamento de família tragico-cómico mas com muito "salero"; a história da vida de 6 ingredientes-personagem que vieram de cada um dos quatro cantos do mundo; como um bolo de mármore pode servir para assassinar um marido traidor; a magia de um curso de culinária que pode mudar duas vidas; e que existem famílias que nunca mudam, nem no dia de anos da mãe.

Cidades de Papel

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Citações e Pensamentos de Friedrich Nietzsche

Polémico, por vezes chocante, mas sempre objectivo, a sabedoria de Nietzsche dá sempre novas perspectivas ao pensamento de cada um. 400 citações, 125 excertos, distribuídos por mais de 180 temas. "A minha ambição é dizer em dez frases o que outros grandes autores não dizem nem num livro inteiro." F.Nietzsche
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